sexta-feira, 18 de maio de 2012

Estudos de Recuperação – Orientações CGEB - 2012


De acordo com a Res. SE 02/2012, estão propostos dois momentos distintos para os estudos de recuperação, caracterizados como Recuperação Contínua e Recuperação Intensiva. Considerando-se a necessidade de atendimento à diversidade, a primeira deve acontecer de forma articulada à implementação do currículo, com retomada dos conteúdos ainda não assimilados, podendo o professor titular contar com o professor auxiliar para atender, mais diretamente, àqueles alunos com dificuldades, tanto no Ensino Fundamental como no Ensino Médio.


O professor titular, conhecedor de sua turma, deve elaborar seu plano de aulas, a partir dos diversos materiais disponíveis para o desenvolvimento do currículo, levando em conta as dificuldades e os avanços constatados em relação ao aproveitamento dos alunos. 

Com base no “diagnóstico das necessidades, expectativas e prioridades”, aqueles que contam com a figura do professor auxiliar devem estabelecer o diálogo e planejar atividades em conjunto, para que de forma diferenciada sejam abordados os temas que precisem de reforço. De acordo com a Res. SE 02/2012, os estudos de Recuperação Contínua devem ser promovidos, no decorrer de até três aulas semanais de apoio docente, em horário regular, com até três professores por classe, das três disciplinas apontadas em função de fragilidades verificadas em avaliações.

Assim, os estudos de recuperação são compreendidos como direito do aluno e elemento constitutivo da aprendizagem. Constituem um processo dinâmico que propicia a superação da ideia da recuperação como excepcionalidade e responsabilidade apenas de determinado professor. Toda a equipe escolar deve responsabilizar-se por criar condições para que o aluno em dificuldade melhore seu desempenho. É indiscutível a relevância da construção coletiva da proposta político pedagógica da escola, bem como do apoio das equipes escolares e da comunidade ao seu desenvolvimento, para que os estudos de recuperação sejam planejados e desenvolvidos com êxito.

Enfatizamos a necessidade do trabalho coletivo com reflexão contínua e sistemática para evitar o isolamento e a solidão do professor, da direção ou da coordenação em decisões, particularmente aquelas que dizem respeito aos estudos de recuperação. Devem ser incentivadas as ações que evidenciem práticas colaborativas, em um exercício constante de análise, identificação e estabelecimento de estratégias a serem utilizadas.

Tanto para o entrosamento entre o professor titular e o professor auxiliar,  quanto para facilitar o acesso a materiais, equipamentos e ambientes diferenciados disponíveis nas escolas (acervos, sala de vídeo, laboratório, sala de leitura, sala de informática, pátio, quadra), o papel do Professor Coordenador, bem como do grupo gestor, é sempre de extrema importância.

Já para a Recuperação Intensiva, destinada aos alunos do Ensino Fundamental, a orientação é para que sejam constituídas classes, em que deverão ser desenvolvidas “atividades de ensino diferenciadas e específicas”.

É importante que as equipes pedagógicas das Diretorias de Ensino conheçam as necessidades dos professores que atuam em turmas de Recuperação Intensiva, para orientá-los sobre os materiais de apoio e a elaboração de seus próprios planos de aula. É óbvia a necessidade de construir contextos de aprendizagem favoráveis à interação entre professor e alunos, em qualquer situação; mais ainda, em relação às turmas em estudos de recuperação. A utilização de metodologias diferenciadas deve prevalecer de modo que os alunos percebam o significado dos objetos de ensino e a partir daí construam os sentidos.

O trabalho pedagógico com oficinas e projetos pode ser estratégico para articular a construção de conhecimento às reais necessidades e interesses dos alunos, visto que o universo de informações se amplia, assim como permite que sejam criadas novas situações desafiadoras de aprendizagem. Os projetos também oferecem a oportunidade de agregar atividades diversificadas e abordar temas relevantes para o cotidiano dos cidadãos, de forma a contribuir para a formação dos alunos para atuarem com competência e autonomia, também, para além dos muros da escola. São meios de incluir no processo de aprendizagem aspectos que constituem a trajetória do conhecimento humano: os princípios científicos e tecnológicos que também alavancam a organização do trabalho e da produção no mundo contemporâneo.

A contextualização dos conteúdos disciplinares, contemplada nessa forma de trabalho, vem atender a uma demanda dos alunos, no que se refere às questões que o afligem no cotidiano, assim como facilita o entendimento da realidade que o cerca para desenvolver ações que evidenciem seu protagonismo. A conexão entre temas transversais e conceitos interdisciplinares traz desafios reais a serem investigados e analisados em busca de soluções. São condições essenciais para o desenvolvimento de competências para lidar com informações, pesquisas, propor resoluções de problemas e intervenções em práticas sociais, na convivência pautada pela solidariedade e pela ética.

Reforçamos a ideia de que a escola deve ser prioritariamente um espaço de inclusão, por isso deve garantir o acesso ao conhecimento e aos bens culturais, sem exclusão ou exceção, incentivando a participação e a expressão de todos nas diferentes esferas de atuação humana.

Em seguida, apresentamos uma série de referências e orientações para as equipes das escolas e das Diretorias de Ensino. São contribuições de apoio, mas sobretudo de incentivo às iniciativas que atendam às necessidades locais e regionais e encaminhem para as transformações esperadas.

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Partindo-se do princípio de que a escola deve propiciar oportunidades para que os alunos ampliem o domínio das práticas culturais nas diferentes linguagens, para que atuem com desenvoltura e senso crítico nas mais variadas situações, indicamos, a seguir, alguns materiais de apoio ao currículo, que podem ser úteis para a elaboração do planejamento dos momentos de estudos de recuperação, como propostos na Resolução em vigor.

+ Língua Portuguesa – Ensinar e Aprender (três volumes) que contém sugestões para oficinas e projetos.

Ensinar e Aprender Arte, com projetos e situações de ensino e de aprendizagem em artes visuais, dança, música e teatro.

Mais ideias para aulas diferenciadas, na área, estão nas “Práticas Pedagógicas” disponibilizadas para os Projetos Descentralizados e acessíveis em www.rededosaber.sp.gov.br/cadprojetos - link: Consulta Práticas Pedagógicas 2012. 

As sequências de atividades sugeridas para as primeiras semanas de aula, também são interessantes para planos de aulas, que podem ser estimulantes para alunos em estudos de recuperação, das disciplinas de LCT. Acessíveis no portal da SEE: www.educacao.sp.gov.br/noticias/escolas-se-preparam-para-o-planejamento-anual-veja-orientacões-da-secretaria

O Caderno do Professor de Língua Portuguesa – Programa São Paulo Faz Escola, os Cadernos de Leitura e Produção de Textos (Ensino Fundamental) e de Literatura (Ensino Médio), bem como o livro didático que está nas escolas pelo PNLD/PNLEM.

Recomendamos, ainda, o acesso ao Portal do Professor (MEC) onde há inúmeros planos de aulas/oficinas/projetos que contemplam conteúdos previstos no currículo de Língua Portuguesa, Arte e Língua Estrangeira Moderna.

Há dicas pedagógicas e sugestões de atividades “Connect with English” em:


Há projetos didáticos para o ensino de inglês em:



Há planos de aulas para as disciplinas de LCT em:


Os filmes e documentários enviados às escolas pelo Programa Cultura é Currículo trazem roteiros de atividades e orientações para o desenvolvimento de projetos e oficinas, bastante interessantes para estudos de recuperação.

Há também os materiais de subsídio ao currículo de Arte: são CD, DVD, iconografia e livros paradidáticos já disponibilizados pela SEE.

Matemática

Para os estudos de recuperação, são recomendadas atividades mais abrangentes, com a dupla função de resgatar os conceitos ainda não aprendidos e, também, trazer para o processo de aprendizagem, conhecimentos novos próprios da etapa de escolaridade em que o aluno se encontra.

Envolver o aluno em um trabalho pedagógico por meio de projetos e oficinas, onde seja possível debater as questões e desenvolver as atividades de modo diversificado, pode melhorar os resultados. Para tal, os professores podem utilizar, além dos materiais de apoio ao Currículo (Cadernos do Professor e do Aluno – Programa São Paulo Faz Escola), os livros didáticos do programa PNLD/PNLEM, as “Práticas Pedagógicas” acessíveis na plataforma do PRODESC e as “Experiências Matemáticas”, entre outros de escolha do professor, para que organize e elabore seu próprio plano de aulas, de acordo com as necessidades de cada turma.

“A Matemática, como disciplina, é assim: um mapa de um território que está sendo elaborado sob uma perspectiva que decorre do projeto político e pedagógico. E é o professor quem mapeia esse território. Sabemos que um mapa muito simplificado tem pouco uso no sentido de localização e orientação. No entanto, um mapa também não pode ter tudo o que existe no território mapeado. Que objetivo pode ter um mapa que coincide, ponto a ponto, com a realidade que representa?“ (Programa CPD, 2012).

Todos os esforços devem ser na direção de que o aluno se aproprie dos conhecimentos de forma contínua e bem sucedida, garantindo o atendimento à pluralidade dos ritmos de aprendizagem.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias
Parcerias entre os professores de Ciências, Biologia, Física e Química propiciam ações conjuntas eficientes para atender à diversidade e facilitar a exploração dos recursos e espaços da escola e fora dela. Nesse sentido, muitas ações importantes já são desenvolvidas pelas equipes escolares. Entre elas, destacamos os Projetos Descentralizados, que se apresentam como boa oportunidade para o desenvolvimento de propostas educacionais inovadoras, abordando temas transversais e interdisciplinaridade. Há informações disponíveis em www.rededosaber.sp.gov.br/cadprojetos
Sugerimos, ainda, uma série de materiais de apoio para a elaboração de planos de aula na área de CNT:
Livros didáticos fornecidos Ministério da Educação (MEC) a partir do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD e PNLEM).

Livros paradidáticos do acervo da Sala de Leitura, da Biblioteca da Escola, da Biblioteca do Professor e do programa de Apoio a Leitura.

Jornais e revistas contendo artigos de divulgação científica, disponíveis gratuitamente pelo site do Centro de Referência em Educação Mario Covas através do link http://www.crmariocovas.sp.gov.br/rev_l.php?t=001#01.

Cadernos do Gestor, de apoio principalmente ao Professor Coordenador, com discussões e as reflexões sobre recuperação e avaliação, entre outros assuntos.

Jornal São Paulo Faz Escola - Edição Especial da Proposta Curricular -  foi fornecida no início de 2008, com atividades diferenciadas que podem ser usadas como subsídio nos estudos de recuperação.

Guia do Estudante – Revista Atualidades, utilizada na Disciplina de Apoio Curricular (DAC).

Oficinas Temáticas no Ensino Público – Formação Continuada de Professores, publicação enviada às escolas em 2007 e redistribuída em 2012. É um material que sugere experimentos práticos, com recursos de fácil aquisição (como os elementos do kit de química) e propostas contextualizadas relacionadas aos conteúdos do Ensino Médio.

Os projetos do Programa Cultura é Currículo podem ser de grande auxílio ao articular ações pedagógicas e culturais dentro e fora do ambiente escolar:
·         Projeto O cinema vai à escola propõe o trabalho com filmes nacionais e internacionais, de forma a utilizar a linguagem audiovisual para ampliação do repertório cultural. Informações disponíveis no link: http://culturaecurriculo.fde.sp.gov.br/Cinema/Cinema.aspx?projeto=3;
·         Projeto Lugares de Aprender: A Escola sai da Escola visa promover o acesso a espaços não formais de aprendizagem, como museus, parques de ciências e institutos culturais. Outras informações podem ser encontradas acessando o link http://culturaecurriculo.fde.sp.gov.br/Lugares%20de%20Aprender/lugares_aprender.aspx?projeto=2.

Recomendamos ainda o acesso ao Portal do Professor do MEC. Neste ambiente é possível encontrar uma variedade interessante de sequências de atividades para o ensino de Ciências da Natureza, disponível no link http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html

O Banco Internacional de Objetos Educacionais também apresenta diversidade de objetos de aprendizagem computacionais (simulações, animações, vídeos, softwares educacionais),  acompanhados de propostas de desenvolvimento pedagógico para o professor, disponíveis no link http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/
Ressaltamos que a partir das orientações, de indicações de fontes de pesquisa e de recursos que podem ser encontrados nas escolas, o professor é o mais capacitado para elaborar seu próprio plano de trabalho, adequado às especificidades de suas turmas e em consonância com o projeto pedagógico da escola.

Ciências Humanas e suas Tecnologias

As atividades realizadas nas disciplinas da área (Filosofia, Geografia, História e Sociologia) colaboram para que o aluno amplie seus saberes em relação aos conhecimentos produzidos ao longo da história da humanidade, ao mesmo tempo em que vê valorizada sua própria cultura e consegue integrá-la ao universo de conhecimentos relevantes construídos em sociedade.
Há algumas indicações que podem apoiar os professores em suas tarefas de elaborarem planos de aulas para os estudos de recuperação. São materiais já enviados às escolas úteis ao desenvolvimento da rotina pedagógica, em várias situações.
Uma relação de filmes com temáticas que dizem respeito às questões passíveis de reflexão e análise para Ciências Humanas pode ser encontrada nos Cadernos do Professor e do Aluno-Programa São Paulo faz Escola.

Destacam-se, também, os filmes do Programa Cultura é Currículo - “Projeto O Cinema vai à escola”, com roteiros que estimulam o debate crítico e proporcionam o desenvolvimento do repertório cultural, além de trazerem dinamismo ao processo de ensino. Mais informações disponíveis em  <http://culturaecurriculo.fde.sp.gov.br>.

Para pesquisas e trabalho com imagens de domínio público, seguem algumas indicações:

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp
http://www.publicdomainpictures.net/?jazyk=PT
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/a_acervo.php
http://www2.fct.unesp.br/nera/atlas/cgc_e.htm
http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/
Utilizar jornais e revistas é uma estratégia interessante para oferecer acesso a imagens, textos, tabelas, gráficos, infográficos.  Além dos acervos enviados às escolas, há materiais disponíveis também em:

http://www.livrofalado.pro.br/acervo.php
http://books.google.com.br/books/magazines/

Considerações finais

Lembramos que os estudos de recuperação devem ser momentos de retomada de temas, especialmente preparados com metodologias alternativas para atendimento à diversidade de demandas apontadas nos diferentes diagnósticos escolares. São recursos que podem criar oportunidades para estimular formas de estudo e de pesquisa, que agreguem autoconfiança e protagonismo ao processo de aprendizagem dos alunos.









Um comentário:

  1. Colegas, seria interessante analisar as diferenças entre a forma como a recuperação era conduzida no ano passado e esse novo modelo de recuperação, e as possíveis contribuições para a inclusão no processo educativo dos estudantes com mais dificuldades. Deixe seu comentário

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